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MISSÕES – Alimentação e a cultura

Pastor Peniel Dourado e Mina A. Dourado

A BARREIRA CULTURAL DA ALIMENTAÇÃO

Quero usar situações dos países que conheço e tenho tido contato. Mas, de forma geral, cada país tem sua característica própria quanto a cultura alimentícia. O missionário deve compreender que ele é um estrangeiro, está em uma casa alheia e quem deve adaptar-se é o missionário e não o povo. Se não quiser enfrentar tais problemas é melhor ficar em casa! Quer comunicar o evangelho ao povo? Então, adapte-se!

Bem, a questão cultural alimentícia também impõe barreiras. E como impõe!  Existem comidas bem diferentes do nosso feijão com arroz brasileiro e mesmo que você goste muito do seu feijão, arroz e bife deve-se compreender que falar mal da comida do lugar onde você está é falar mal da cultura do povo. Você não é obrigado a gostar de nada, mas aprenda uma coisa: Não fale mal da comida de ninguém. Pode ser que não signifique nada para você, mas conheço casos de missionários serem expulsos de uma comunidade por fazerem “comentários” sobre o modo do povo preparar seus alimentos.  Infelizmente muitos dos meus compatriotas brasileiros têm se mostrados inaptos neste ponto fechando as portas para a pregação do evangelho por serem expertos em exaltar a culinária brasileira e fazer comparações e são ignorantes em relação a  ganhar o coração do povo. Este grande problema tenho encontrado em Bolívia, Paraguai e escutado situações similares de amigos missionários na África.

Devemos considerar que o Brasil mesmo tempo culturas e raças diferentes; índios, negros, brancos, todos juntos, existe uma tolerância entre os povos. Em Bolívia infelizmente o racismo ainda é muito forte mesmo com tantas mudanças das leis para frear o mal. Podemos ver de forma nítida principalmente quando cada povo dentro da Bolívia exalta sua própria cultura. Bolívia tem a Constituição traduzida em cincos idiomas: Espanhol, quéchua, Aimara, guarayo e guarani. Estas são as principais etnias.  Também existe mais de 30 etnias diferentes e cada povo, de forma natural, exalta sua língua, sua comida e etc. Cada povo busca seu interesse e para a sobrevivência deve-se manter a unidade. E para que exista esta unidade deve-se preservar a cultura do seu povo. Então, o que para nós não significa nada para outros povos é tudo. Você tocar nestes pontos é fechar as portas para não mais ser aceito.  Simples, não acha? No Paraguai por várias vezes recebemos alunos de escolas de missões de várias partes do Brasil. Estavam ali para o chamado Transcultural, mas quase todos tropeçavam na mesma pedra da diferença cultural. Você imagina o missionário desfazendo da língua guarani, falar mau do tereré, do buri-buri, do beju e do cosido? Bem, eu tive o desprazer de ver tudo isso muitas vezes.

Vou terminar este ponto sobre a cultura falando da experiencia de um missionário que conheço bem. No Equador e Peru existem povos que quando você chega na comunidade eles preparam as comidas típicas. Para esse missionário serviram um coró (minhoca) que é retirado do côco. Deve-se comer o coró vivo (…rs…). Todos da comunidade comem aquele bicho. Além do coró também é preparado uma bebida. Eles mastigam a mandioca ( ou aipim) e depois vão cuspindo aquele bagaço dentro de um tambor. Depois acrescentam água e deixam uns três dias curtindo. Quando o visitante chega todos devem sentar e beber a bebida típica e comer o tal coró. Se o missionário não participa o líder da comunidade o convida a se retirar da comunidade. Tal experiencia eu já havia lido, também escutei por um pastor que hoje está no Paraguai e novamente escutei a mesma experiencia pelo missionário Fabrício Borges, pastor da Assembléia de Deus de São Paulo e que esteve em nossa Base de Apoio na Bolívia em 2012. Também o missionário Ebenezer, meu cunhado, e minha irmã Rebeca que trabalharam por quase três anos no Equador nos contaram experiencias dessa natureza.

Agora fica a questão: Você enfrentaria tais barreiras para ter contato com este povo para pregar o evangelho? E aqui está a grande diferença entre Missões e Evangelismo, pois o evangelismo fazemos em todo e qualquer lugar, mas para se fazer missões é necessário transpor a barreira cultural para comunicar o evangelho.

Vou deixar deixar um vídeo abaixo falando um pouco sobre o tema. E se você quiser ver toda séria Vencendo Barreiras em missões CLIQUE AQUI

VIDEO  –  Vencendo barreiras em missões PARTE 02

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